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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A criança - nossa maior esperança


A vida é algo único e pleno e nada se iguala a ela. É a demonstração máxima da força criadora. Dito assim parece que irei escrever sobre religião, mas não é o caso. Quero abordar um tema muito importante: a esperança de uma vida melhor, a esperança de construirmos um mundo mais igualitário, mais justo, menos violento, onde possamos formar nossas famílias com a tranqüilidade de quem acredita que nossos filhos e netos poderão crescer em um ambiente saudável e feliz.

As crianças são nossa maior esperança de mudar este mundo imperfeito - que a nossa e as gerações anteriores criaram. É a razão para acreditarmos que vale a pena lutarmos contra a apatia e o descaso das pessoas em geral, políticos, empresários, religiosos, trabalhadores, enfim, todos que ficam no discurso vago e não assumem seu papel neste momento importante de transformação.

O desconforto de constatar que fomos muito longe nessa aventura de autodestruição e consumismo não basta para mudar o estado das coisas. Revoltamo-nos quando, na frente da televisão, assistimos os telejornais e presenciamos fome, guerra, violência urbana, corrupção, descaso com a saúde, abandono dos princípios básicos da ética e, principalmente, o desrespeito à vida em geral.

Mas a maior de todas essas violências é destruirmos a nossa última esperança de mudarmos tudo isso: a violência sexual contra a criança, a pedofilia e a mais covarde de todas as violências, a mais vil - o suicídio coletivo do que sobrou de digno e bom em nós.

Quando assistimos a adultos violentarem sexualmente crianças inocentes, que não têm capacidade de autodefesa, seres inocentes desprovidos de malícia, constatamos que essas pessoas desceram na escala mais baixa da racionalidade humana e se transformaram em monstros. A prostituição infantil é a maior vergonha da sociedade moderna.

Uma sociedade que não respeita suas crianças nunca será sustentável. Se quisermos construir um mundo melhor temos que defendê-las acima de tudo, e não permitir que nossa maior esperança seja destruída por mentes doentes.

Nossa cultura moderna encheu-se de atividades, várias distrações que ocupam nossas vidas e não nos permitem ver que a verdadeira alegria está no olhar inocente e no sorriso maroto de uma criança. Elas são nossa reserva moral e serão os adultos de amanhã, e se queremos reverter esse mundo irracional de hoje temos que prepará-las para corrigir nossos erros.

Todos os governantes deveriam dedicar um percentual importante dos seus recursos para a educação de nossas crianças. Se quisermos crescer como sociedade e conquistar um patamar de civilidade é necessário planejar o futuro dessas crianças para que elas possam mudar esse caos em que vivemos.

Falar de futuro é falar de nossas crianças, e falar das crianças é falar de esperança. As melhores mentes de hoje, as mais preparadas, deveriam estar envolvidas na educação e orientação dessas crianças para que, futuramente, corrijam as distorções desta sociedade desigual e violenta de hoje.

As crianças são o elo mais frágil da corrente que é a nossa sociedade multirracial, onde as diferenças são marcantes, onde os adultos não superam resolver suas diferenças - e, pior, a aprofundarão - onde com o passar dos anos comprometemos fortunas e nada construímos que tenha valido a pena, onde as pessoas se indagam quais são os valores a serem seguidos, onde a sensação dominante é de impunidade e falta de justiça. É nessa sociedade que teremos de preservar e preparar nossas crianças, de todas as raças, para mudar o que nunca deveria ter existido.

por Luiz Fernando do Valle

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Annan é cético sobre acordo climático em Copenhague




Annan espera que países em rápido desenvolvimento, como Brasil e China, apresentem propostas para conter emissões e que seja tratado do fundo para compensar países menores
Por Agência Estado
O ex-secretário-geral das Nações Unidas e prêmio Nobel da Paz de 2001 Kofi Annan manifestou ontem (24/11) certa dose de ceticismo a respeito de três dos mais importantes temas internacionais da atualidade - a cúpula do meio ambiente de Copenhague, a reforma do Conselho de Segurança (CS) e as negociações pela paz no Oriente Médio.


Annan espera que países em rápido desenvolvimento, como Brasil e China, apresentem propostas para conter emissões e que seja tratado do fundo para compensar países menores.

Nova ordem global

Quanto à modernização do Conselho de Segurança, que ele havia defendido quando esteve à frente da ONU, Annan vê dificuldades em convencer os membros permanentes - Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia. O Brasil ambiciona um assento permanente no Conselho.

"Tenho ouvido alguma abertura para que se incluam outros países, mas não será fácil", comentou durante evento organizado pelo grupo de representação empresarial Lide. A proposta apresentada por Annan era de ampliar o número de membros permanentes - mais duas vagas para a Ásia, duas para a África e uma para a América Latina.

Na opinião de Annan, é preciso considerar que a América Latina não está representada, que a Índia deve se tornar o país com a maior população do mundo e que o Japão é o segundo principal contribuinte da ONU. Essa mudança, avaliou o ex-secretário, faria com que o Conselho passasse a ser encarado como tendo mais legitimidade.

Finalmente, sobre as tentativas de mediação da paz no Oriente Médio, Annan descartou a possibilidade de uma "fórmula mágica" como chegou a ser sugerida em uma pergunta da plateia. Ele lembrou que o mais perto que se chegou de um acordo foi com a mediação do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, em 2000.

Annan considera que Israel terá que escolher entre ser um país menor, abrindo mão de terras reclamadas pelos palestinos, ou um país maior mas com constantes conflitos. "Será muito difícil e não há fórmula mágica", afirmou. E, num tom de esperança, declarou: "Acredito que a animosidade entre povos não deve durar para sempre."

(Renata de Freitas)
http://epocanegocios.globo.com/Revista

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SUSTENTABILIDADE - CIDADANIA

Ser um cidadão é participar das decisões da sociedade em benefício de uma cidade melhor e de um país mais justo para todos.

Algumas sugestões:

* Temos o direito e o dever de denunciar abusos contra o meio ambiente, como o despejo de lixo nos rios, desmatamentos e maus tratos aos animais. Cobrar atitudes dos políticos também faz parte da nossa cidadania.

* Levar seu filho a escola em caminhadas é saudável. Faz com que ele se habitue a andar a pé e preste mais atenção ao lugar onde vive. Se não for possível, dê carona aos coleguinhas dele.

* Deixar o carro na garagem pode ser mais confortável do que se imagina. Utilizando o transporte coletivo fora dos horários de pico fica fácil encontrar um lugar para sentar-se e ler o jornal ou saborear um bom livro.

* Não tem atitude mais grosseira e anti-cidadã que atirar latas ou outros dejetos pela janela do carro. As crianças precisam saber disso quando estão a bordo.

* Cobrando dos vereadores, do prefeito e do governador melhorias no transporte coletivo urbano, você contribui para aumentar a mobilidade e a qualidade de vida para todos os cidadãos. Esse exemplo de cidadania pode ser realizado por telefone ou pela internet.

* Estimular a construção de rampas para facilitar o acesso de quem tem dificuldades de locomoção, como também de sinalização especial para cegos, é um ato de cidadania e de respeito às diferenças.



domingo, 20 de setembro de 2009

21 de setembro dia da amiga árvore

Mesmo com a famosa e reconhecida biodiversidade brasileira, 80% das árvores plantadas em São Paulo são formadas por árvores europeias e asiáticas. Dá para acreditar? Isso aconteceu por um motivo cultural, por causa daquela conversa boba de que tudo quanto é estrangeiro é melhor. E esse papo era ainda mais forte no século 19, quando os governantes acreditavam que era chique fazer o Brasil parecer a Europa.Atualmente, as pessoas estão mais conscientes, por isso, o cambuci, uma espécie nativa da Mata Atlântica paulistana que produz frutos saborosos, está começando a ganhar destaque novamente (leia matéria Resgate no Cambuci), mas está longe de ser facilmente encontrada na cidade. Ainda é mais vista nas zonas Sul e Leste da capital. “Há cem anos, encontraríamos muitos cambucis, até na avenida Paulista. Hoje, a situação é diferente e a prefeitura não recomenda o plantio de árvores frutíferas porque atrai pessoas, insetos e faz sujeira”, conta o Ricardo Cardim, da Associação Amigos das Árvores de São Paulo. “Não concordo. Acho que são males pequenos frente aos benefícios que elas trazem para as pessoas”, completa.O biólogo acredita que as árvores frutíferas são as melhores para conectar as pessoas com o verde porque são mais valorizadas e tornam mais clara a relação entre natureza e qualidade de vida. As frutas atraem bichinhos, como pássaros, para comê-las e acabam aumentando a presença de aves no local, equilibrando o ciclo natural.O QUE ELAS TRAZEM DE BOM Onde tem árvore o bem-estar é maior. São nos locais mais arborizados que as pessoas sentem a temperatura mais amena, o tempo mais fresquinho, aproveitam a maior quantidade de sombras e maior umidade do ar. São nesses lugares, também, que o risco de enchentes é menor.Funciona assim: 70% da água da chuva ficam “presos” na copa das árvores e, depois, essa água é conduzida pelo tronco para o solo e até o lenço l freático. Se, em vez de árvores só existem postes e cimento, a água escorre pela rua e inunda tudo, sem ser absorvida. “Se a cidade fosse muito bem arborizada como Paris e Madri, formando corredores verdes, não teríamos esse tipo de problema”, diz Ricardo.Mas o especialista conta que a história da urbanização de São Paulo contribuiu para esse quadro, já que muitas construções invadiram as várzeas. Ele explica que o rio Tietê - que enche e transborda com mais freqüência do que deveria - tinha pântano e brejo em suas margens, portanto, as inundações ficavam restritas a elas. Como os homens construíram em volta da várzea e colocaram o rio em um canal, quando a água da cidade escoa para o Tietê, ele enche e transborda.As matas ciliares protegem os rios como os cílios protegem os olhos. Essas matas evitam que caia terra dentro do rio. Afinal, à medida em que a terra cai, o rio perde profundidade, então, cabe cada vez menos água e ele transborda. Além disso, a mata ciliar filtra a água que desce em direção ao rio, a torna mais pura e alimenta os peixes que moram ali.Outra contribuição muito importante se refere à umidade do ar - ou à falta dela, no caso de SP. Enquanto a árvore faz fotossíntese, ela libera umidade, além de filtrar gases tóxicos como o monóxido de carbono e amenizar as ilhas de calor, que é acontece quando se forma uma zona desértica por causa da quantidade de pedras e de concreto que acumulam o calor do sol. “Quando tem área de floresta, o calor do sol é absorvido pelas copas e a sensação é melhor. Um estudo da Unesp mostrou que a diferença entre um bairro arborizado e o centro, que tem poucas árvores, é grande. O centro pode estar 12ºC mais quente”, afirma Ricardo.MÃOS À OBRA De toda essa conversa, o mais importante é aprender que as árvores são muito importantes para sua saúde, seu bem-estar e sua cidade, não apenas um símbolo de florestas que ficam lá longe. Plantar árvores é sempre bom, mas o melhor a fazer é cuidar das árvores que já existem. “Precisamos vencer aquele preconceito de que árvore solta folha, quebra calçada, prejudica a cidade. É uma ideia antiga das pessoas mais velhas que precisa desaparecer. A árvore é amiga da cidade”, diz o biólogo.Mas se você está superempolgado em plantar árvores para comemorar o dia delas, ótimo. Só é preciso saber o que plantar para não colocar espécies invasoras à solta. Essas plantas (e animais também) são competitivas a ponto de não deixarem as nativas crescerem. Elas dominam o ambiente e eliminam alguns exemplares de forma que a floresta fique cada vez mais pobre, com menor biodiversidade.“É muito mais legal plantar do que comprar uma espécie: começar num copinho, passar para um vasinho, colocar numa praça e ver, 20 anos depois, que ela cresceu como você”.





Planeta Sustentável 19/09/2009 Texto: Manoella Oliveira

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pinte o telhado de branco e ajude o planeta

Um estudo recente do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, mostrou que pintar os telhados de branco ajuda a combater o aquecimento global. Explica-se: enquanto as coberturas escuras absorvem 80% do calor externo, as claras refletem até 90% da luz solar. Com isso, cidades com mais telhados brancos sofreriam menos com as ilhas de calor. Além disso, a temperatura interna também diminui e, assim, os ambientes exigem menos ar condicionado – o que reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. “Um telhado branco de 100 m² compensa cerca de 10 toneladas de gás carbônico, o equivalente à emissão anual de uma típica casa americana”, afirma Marcos Casado, gerente técnico do Greenbuilding Council Brasil, que lançou o site One Degree Less para disseminar a prática. “No Brasil, essa solução teria um efeito ainda maior se incluíssemos também as fachadas, como já se faz na costa do Mediterrâneo há séculos”, diz Roberto Lamberts, especialista em eficiência energética em edificações e professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em tempo: telhados verdes também contribuem para a causa. “Além de combater o aumento das temperaturas do globo, como as coberturas brancas, têm a qualidade de reduzir a velocidade de vazão da água das chuvas, evitando enchentes”, ressalta Roberto. Abaixo, sugestões de produtos para ajudá-lo na tarefa de pintar a fachada e o telhado da sua casa de branco. Se você se empolgou com a ideia, aproveite e inclua em seu projeto produtos ecológicos para construção.


sexta-feira, 31 de julho de 2009

O que você precisa saber para fazer um planeta melhor

Entenda porque é tão importante reduzir o consumo de três itens imprescindíveis nos dias de hoje: água, energia elétrica e combustíveiságua Ela até cai do céu, mas é um recurso esgotável e raro em muitos lugares do mundo. Se, em apenas cinco minutos, você escovar os dentes com a torneira escancarada, 12 litros de água potável serão desperdiçados.Energia elétrica O consumo cada vez maior requer a construção de mais usinas hidrelétricas e mais florestas vão desaparecer para dar lugar a elas. O simples gesto de desligar as luzes dos ambientes, quando estiverem vazios, pode ajudar a evitar isso.Combustíveis A queima dos fósseis, como o diesel e a gasolina, é a maior responsável pela emissão de gases do aquecimento global. Segundo o urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner, “nas grandes cidades são produzidos 75% de todo o CO2 jogado na atmosfera”. Pense nisso antes de entrar no carro só para ir à padaria da esquina.

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"Algumas das atividades foram tiradas da net. Apenas digitalizei".